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Medicina nuclear no tratamento e diagnóstico do câncer de próstata

O câncer de próstata (CaP) é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cânceres. No Brasil, é o segundo mais comum entre os homens, sendo diagnosticados c.a. 61.200 novos casos a cada ano. O diagnóstico confirmatório do câncer é feito pelo estudo histopatológico do tecido obtido pela biópsia da próstata. Caso não seja realizado um diagnóstico precoce, o câncer pode crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte (<www.inca.com.br>). Um dos principais desafios  em selecionar a melhor opção de tratamento no caso de metástases se deve a falta de métodos de imagem sensíveis para a detecção dos locais de metástase e monitoramento da terapia.

Os tratamentos mais utilizados e efetivos para câncer de próstata (CaP) localizado são prostatectomia radical (PR) e radioterapia (RT) externa. Apesar dos bons resultados obtidos com ambas as técnicas, uma significativa parcela de pacientes pode apresentar recidiva da doença e necessitar terapias de resgate, ou seja, terapia secundária (radioterapia, quimioterapia ou hormônio terapia).

Após PR, 30% dos pacientes apresentará recidiva bioquímica (RB). Sem tratamento, aproximadamente 45% destes pacientes morrerão em 15 anos. A RB pode representar recidiva local ou sistêmica da doença, sendo muito importante diferenciar as duas situações. A importância em se definir o tipo de recidiva é que, dependendo do tipo de recidiva, ocorrerá o desenvolvimento de metástases. A recidiva é indicada pelo nível sanguíneo de antígeno prostático específico (PSA) maior que 0,2 ng/ ml, para pacientes que sofreram prostatectomia radical, ou maior que 2 ng/ ml para pacientes que sofreram radioterapia.

Os métodos de imagem fornecem informações importantes sobre a extensão local da doença e avaliação de doença regional e à distância em pacientes de alto risco. O método ideal para avaliação por imagem dos pacientes com recidiva bioquímica ainda não está definido, mas o objetivo é determinar se há recidiva local ou à distância (ou ambos), porque essa definição afeta a conduta terapêutica, p. ex. se usar radioterapia local, quimioterapia ou terapia com hormônios. Os exames de imagem atuais, ultrasonografia, tomografia computadorizada (CT), ressonância magnética nuclear (RM) e cintilografia óssea não são suficientemente precisos na detecção e caracterização da doença no câncer de próstata, principalmente para níveis baixos de PSA.

A tomografia por emissão de pósitron (PET) pode ser útil utilizando fármacos marcados com emissores de pósitron para avaliação de câncer de próstata. Recentemente novos radiotraçadores, que se ligam com alta afinidade aos receptores do antígeno de membrana próstata-específico (PSMA – prostate-specific membrane antigen), foram desenvolvidos. A proteína PSMA está presente em quase todos os cânceres de próstata e tem expressão aumentada cerca de 1000 vezes em carcinomas pouco diferenciados, metastáticos, e hormônio-refratários.  Diferentemente do PSA (antígeno específico de próstata), dosado no sangue, o PSMA é uma proteína de membrana, que não é liberada na circulação no circulação. Como consequência, o PSMA pode ser considerado como um alvo interessante para realização de exames de imagem e para terapia do câncer. O Instituto do Câncer Alemão desenvolveu um ligante para o PSMA, denominado HBED-CC-PSMA para marcação com o radionuclídeo Gálio-68 (Figura 1), que tem se mostrado capaz de detectar recidiva de câncer de próstata e metástases com grande acurácia, e também tem ganhado importância no planejamento de radioterapia.

Figura 1: Desenho apresentando o ligante HBED-CC-PSMA, para diagnóstico de câncer de próstata e detectação de metástases por PET⁄CT, e o receptor PSMA onde o ligante se acopla.

 

 

 

 

 

 

 

A importância de um correto diagnóstico do câncer de próstata e sua recidiva está esquematizado abaixo.

A seguir são apresentadas algumas imagens de artigos científicos ilustrando o diagnóstico por PET⁄CT com HBED-CC-PSMA-Ga68. Ao se comparar as imagens de CT (tomografia computadorizada) com a fusão de PET+CT podemos facilmente verificar que o exame de PET⁄CT facilita muito a localização das metástases.

A Figura 2 apresenta uma imagem ilustrativa de um estudo com 319 pacientes. Destes, 264 (82,8%) apresentaram pelo menos 1 lesão característica do PCa. Nenhum paciente relatou efeitos colaterais.

Figura 2: Exame de PET⁄CT com HBED-CC-PSMA-Ga68 em 2 pacientes. a) CT do paciente 1, b) CT do paciente 2, c)fusão de PET⁄CT do paciente 1, d) fusão de PET-CT do paciente 2. As setas vermelhas indicam os pequenos linfonodos com metástases. (Afshar-Oromieh et al., 2014).

 

Em outro estudo, com 248 pacientes, a taxa de detecção foi maior que 90% para níveis de PSA acima de 1 ng/mL.  Além disso, em mais de 50% dos casos, o exame PET⁄CT com HBED-CC-PSMA-Ga68 mostrou lesões de câncer não visualizadas por CT (Figura 3).

Figura 3: Paciente de 75 anos, realizou prostatectomia em 2000, teve recidiva e fez radioterapia em 2011, na imagem, 2013, apresentava PSA de 1,09 ng⁄ml. A imagem de CT não é sugestiva de metástase (A). A imagem de PET (C) e de PET⁄CT (D) mostram intensa captação no linfonodo indicado com a seta vermelha, indicativo de metástase. A imagem de corpo inteiro mostra que não há outra lesão. A retirada do linfonodo levou a queda do nível de PSA para 0,07 ng⁄ml sem necessidade de tratamento anti-hormonal. (Eiber et al., 2015)

O exame de imagem e a terapia com moléculas inibidoras de PSMA tem potencial uso no teranóstico em pacientes com câncer de próstata metastático. Teranóstico é um neologismo que junta a Terapia + Diagnóstico, consiste na possibilidade de uma mesma molécula, marcada com radionuclídeos diferentes, ser usada tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento (Figura  4). Essas moléculas são formadas por um ligante (que tem afinidade por um receptor presente na célula tumoral), e um quelante bifuncional – BCA (que se liga ao radionuclídeo e ao ligante).

Figura 4: Exemplo de Teranóstico. A molécula 68Ga-BCA-PSMA é usada para o diagnóstico de câncer de próstata no exame de PET⁄CT. E a mesma molécula marcada com 177-Lu é usada no tratamento do câncer. LIG = ligante que se liga ao receptor; BCA = quelante bifuncional que se liga ao peptídeo e ao radionuclídeo (Velikyan, 2014).

Existem estudos para o tratamento de câncer de próstata metastático resistente à castração (mCRPC) usando a abordagem do Teranóstico. Os radionuclídeos em estudo para o mCRPC são, lutécio-177 (177-Lu) e ítrio-90 (90-Y) que emitem radiação beta, e o actínio-225 (225-Ac) e bismuto-213 (213-Bi) que emitem radiação⁄partículas alfa. A figura 5 exemplifica como os radionuclídeos atuam nas células malignas. O mCRPC é agressivo e letal, por não ter cura com o arsenal terapêutico atual, 15% dos novos pacientes de câncer de próstata irão  desenvolver  mCRPC  ( ~9.180 novos pacientes/ano), e o tempo de sobrevivência  estimado após o diagnóstico é de 1-3 anos.

Figura 5: Comparação do efeito de emissores beta e alfa. A e C) o peptídeo marcado com o radionuclídeo se liga ao receptor expresso no tumor e entra na célula metastática, onde a radiação irá causar danos no DNA e morte desta célula. B e D) Alcance da radiação, beta cerca de 3 mm (= 75 diâmetros da célula) e alfa cerca de 80um (=2 diâmetros da célula) (Kratochwil et al., 2014).

 

Na Alemanha, onde as moléculas foram desenvolvidas, é o país com maior experiência no uso da terapia com PSMA-Lu177. Este ano foi publicado um estudo retrospectivo multicêntrico com 145 pacientes com mCRPC. Após os diferentes ciclos de terapia, a taxa de resposta foi de 45 %, 19 pacientes foram a óbito durante o acompanhamento, mas nenhum relacionado ao tratamento (mais detalhes podem ser encontrados em Rahbar et al 2017).

A Figura 6 apresenta o primeiro tratamento feito com PSMA-Lu177. Observe a diferença no número de metástases nas imagens A e D (indicadas pelas setas).

Figura 6: Paciente tratado com PSMA-Lu177. A e D) Imagem de exame de PET⁄CT com HBED-CC-PSMA-Ga68. B e C) Imagem por cintilografia do paciente tratado com PSMA-Lu177. Setas indicam os locais de metástases (Kratochwil et al., 2014).

O uso de PSMA marcado com actínio-225 ou  bismuto-213 ainda é experimental e poucos pacientes foram tratados, mesmo na Alemanha, a dose e regime de tratamento ainda não foram estabelecidos. Estudos da Universidade de Heildelberg mostram um forte potencial de seu uso no tratamento de mCRPC (Figura 7 e 8). As glândulas salivares são o local de maior efeito colateral, havendo redução drástica na produção de saliva.

Figura 7: Imagens de PET⁄CT com HBED-CC-PSMA-Ga68 de paciente. A) exame antes do tratamento mostrando extensão do tumor. B) avaliação 2 meses após o terceiro ciclo de PSMA-Ac225, e C) avaliação 2 meses após terapia adicional para consolidação (Kratochwil et al., 2016).
Figura 8: Imagens de PET⁄CT com HBED-CC-PSMA-Ga68 de paciente. A) exame antes do tratamento mostrando extensão do tumor. B) avaliação 2 ciclos de tratamento com PSMA-Lu177 (emissor beta) mostra aumento do tumor. Por outro lado, a avaliação após o segundo (C) e terceiro (D) ciclo de PSMA-Ac225 (emissor alfa) mostra uma resposta impressionante (Kratochwil et al., 2016).

A medicina nuclear é uma especialidade médica ainda pouco conhecida do grande público, apesar de mais de 70 anos de uso para o tratamento e diagnóstico de patologias. Atualmente, com o desenvolvimento de moléculas cada vez mais específicas para o diagnóstico de câncer, doença de Alzheimer e de Parkinson; e o uso do Teranóstico para o tratamento de câncer, esta especialidade certamente irá ganhar maior reconhecimento.

 

 

 

Referências para saber mais

http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/prostata.

Afshar-Oromieh A, Haberkorn U, Eder M, Eisenhut M, Zechmann CM. [68Ga]Gallium-labelled PSMA ligand as superior PET tracer for the diagnosis of prostate cancer: comparison with 18F-FECH. Eur J Nucl Med Mol Imaging, 39(6):1085-1086, 2012.

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O Papel do Farmacêutico em Oncologia

Texto: Julia Binatti e Luciane Hypólito

A prestação da assistência ao paciente oncológico inclui várias especialidades integradas, dentre as quais podemos citar os serviços de diagnóstico, cirurgia oncológica, oncologia clínica, radioterapia, medidas de suporte (nutricional, psicológico), reabilitação (fisioterapia, fonoaudiologia) e cuidados paliativos. Para que o atendimento integral a esse paciente seja eficiente, se faz necessária a integração e reciprocidade entre esta equipe multidisciplinar, onde cada profissional contribui com suas habilidades.

Nesse contexto, o profissional farmacêutico se apresenta como ferramenta essencial ao tratamento farmacoterapêutico em oncologia. Sua função excede a simples dispensação da prescrição médica, é um preditivo da qualidade da assistência ao paciente oncológico. Sua atuação é importante em várias etapas da terapia antineoplásica, devendo participar das reuniões da equipe multidisciplinar em oncologia, auxiliando na padronização de medicamentos e esquemas terapêuticos tanto para medidas de suporte quanto para o tratamento das doenças antineoplásicas. Com base nesses protocolos, compete a esse profissional a seleção dos medicamentos e materiais por meio da verificação do cumprimento das exigências legais pelo fornecedor e da avaliação técnica dos produtos, sendo ainda responsável pela notificação de desvios de qualidade aos órgãos reguladores. O armazenamento dos medicamentos é outra etapa crítica onde a presença desse profissional se faz indispensável. É necessária a elaboração de procedimentos escritos de todos os processos (da aquisição à dispensação dos medicamentos) além de treinamento e reciclagem da equipe de farmácia para que sejam asseguradas a qualidade dos medicamentos antineoplásicos e a minimização dos riscos de exposição ocupacional a esses agentes. O farmacêutico também é o responsável por analisar os fatores para modificações da área física de acordo com as necessidades operacionais e normas estabelecidas pelos órgãos de vigilância sanitária locais.

Um tratamento efetivo é o objetivo da atuação desse profissional durante a dispensação da prescrição médica, por meio da identificação dos dados do paciente e checagem da correspondência das doses e dia de administração ao protocolo de tratamento, avaliação dos componentes quanto à quantidade, compatibilidade, estabilidade e interações. As vias de administração, diluente, tempo, velocidade e esquema de infusão devem estar consistentes com os protocolos estabelecidos. Dessa forma, o farmacêutico, como parte da equipe multidisciplinar, é fundamental na identificação de erros relacionados à medicação, na sua prevenção e no auxílio à sua resolução.

O fornecimento de informações sobre o medicamento é essencial tanto para os profissionais de saúde quanto para os pacientes. A assistência farmacêutica no processo de comunicação fornece aos demais profissionais informações sobre farmacocinética e farmacodinâmica, doses usuais, forma de administração, doses máximas, toxicidade acumulativa, incompatibilidades físicas e químicas dos medicamentos. Para os pacientes é fundamental esclarecer que atualmente existe um amplo espectro de opções terapêuticas empregadas na prevenção e minimização dos principais sintomas que ocorrem após a quimioterapia, contudo é imprescindível que orientações diferenciadas sejam dadas para que se obtenha o melhor resultado dentro da posologia prescrita. Informações acerca de cada medicamento administrado antes e depois da quimioterapia, sua indicação no combate dos sintomas, ressaltando a importância do cumprimento dos horários de tomada (ex. medicamentos prescritos para os dias anteriores e/ou subseqüentes), bem como a correlação com os hábitos alimentares e ingesta hídrica são fundamentais para prevenir ou reduzir os efeitos adversos decorrentes da quimioterapia antineoplásica.
Assim como esclarecer que em alguns casos (como náusea e dor) embora os sintomas tenham diminuído, se a dose seguinte não for tomada dentro do horário e posologia prescrita as reações ocorrerão novamente e o tempo de resposta de ação do medicamento será mais longo. Situações como estas denotam a importância do esclarecimento e da informação como formas de tornar a prevenção de efeitos adversos mais eficaz, orientando e incentivando os pacientes não só à adesão ao tratamento, mas também à observação e identificação suas respostas fisiológicas, o que fará com que seus relatos ao médico e equipe sejam mais precisos, facilitando assim o manejo quando não houver boa resposta no primeiro plano terapêutico de prevenção de efeitos adversos. Além disto, observar e identificar o perfil emocional deste paciente junto à equipe pode ser de grande valia, uma vez que pacientes ansiosos, deprimidos ou com diagnósticos psiquiátricos anteriores podem ter dificuldade de verbalizar de forma clara e coerente suas reações, o que pode dificultar o manejo das mesmas.

No que diz respeito ao preparo dos medicamentos antineoplásicos, este deve ser realizado com técnica asséptica, em ambiente com infra-estrutura apropriada segundo as normas locais e padrões internacionais, seguindo os procedimentos pré-estabelecidos sob responsabilidade do farmacêutico. A ação desse profissional nessa etapa da terapia antineoplásica é fundamental para diminuir os riscos associados ao manejo desses medicamentos além de prevenir erros como seleção errônea do diluente, agitação de maneira imprópria, temperatura inapropriada durante o preparo, condições essas que podem levar à formação de precipitados ou espuma, redução da potência, estabilidade e qualidade da preparação. A temperatura de armazenamento dos medicamentos reconstituídos e diluídos assim como o período de validade da solução pode variar de acordo com o diluente. Deve ser estabelecida rotina de manuseio de quimioterápico orais.Todas essas variáveis devem ser avaliadas pelo farmacêutico para prevenir perdas, contaminação do manipulador, superdosagem acidental ou troca da medicação e manter a qualidade do tratamento fornecido ao paciente oncológico, ao mesmo tempo resguardar a instituição de saúde principalmente devido ao alto custo dos medicamentos antineoplásicos.

O transporte seguro dos medicamentos antineoplásicos da central de preparo até a administração no paciente deve ser assegurado por esse profissional, assim como a confecção do rótulo de identificação para cada medicamento com o nome do paciente, dose de cada medicamento, volume respectivo aspirado, diluente e volume de diluição, recomendações quanto à estabilidade e particularidades na administração.

O destino seguro dos resíduos provenientes dos medicamentos antineoplásicos também é responsabilidade do farmacêutico em conjunto com os demais profissionais de saúde, sendo peça fundamental na elaboração das rotinas de recolhimento, segregação e destinação dos resíduos bem como no treinamento dos funcionários envolvidos e na verificação da conformidade das empresas responsáveis pelo tratamento e disposição final dos resíduos com as normas vigentes de licenciamento ambiental.

A multidisciplinariedade da oncologia associada às crescentes inovações exige de cada profissional uma postura interdisciplinar, uma vez que o ser humano não pode ser entendido como a soma de suas partes e sim dentro de uma visão integral. Para o sucesso do tratamento em oncologia, o objetivo principal deve ser o paciente, com a contribuição de cada profissional através de estratégias elaboradas em equipe como o desenvolvimento de protocolos, rastreamento dos processos e, assim, garantir a qualidade do tratamento, baseando na educação contínua e confiança entre as especialidades. Nesse contexto, farmacêutico deve ser entendido como um profissional que acrescenta à equipe multidisciplinar em oncologia, pois cada vez mais está presente nos processos trazendo projetos de melhoria e inovação.

 

https://www.youtube.com/watch?v=aOV31kF3LI0

Centro de Combate ao Câncer – Os cuidados com os tratamentos complementares

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A manipulação de produtos injetáveis requer cuidados especiais.Com a rápida evolução da tecnologia, os profissionais precisam estar constantemente se atualizando.

Os cursos aqui oferecidos irão apresentar o dia a dia de profissionais com mais de 15 anos de experiência nas áreas de manipulação de nutrição parenteral e antineoplásicos. Sendo uma ótima oportunidade para profissionais e estudantes da área da saúde trocarem experiências e conhecerem o que há de mais recente nos tratamentos. 

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PROGRAMAS:

MANIPULAÇÃO DE NUTRIÇÃO PARENTERAL – 12 horas

  • Conceitos teóricos referentes à classificação da Nutrição Parenteral.

  • Embasamento teórico referente aos aspectos clínicos da Nutrição Parenteral.

  • Estabilidade e incompatibilidades entre os componentes da formulação.

  • Estruturação da área de preparo e boas práticas de manipulação conforme legislação vigente (portaria 272/98 e RDC 67/2007)

  • Cálculos na avaliação farmacêutica de prescrições

  • Controle de Qualidade

PROFESSORA: Carolina Schwarzbold, MSc – Formada em Farmácia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mestre em Bioquímica pela mesma Universidade. Experiência de mais de 15 anos na manipulação de nutrição parenteral e antineoplásicos, desenvolvendo atividades farmacêuticas junto à equipe de Oncologia, de enfermagem e à Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional (EMTN). Foi professora da Faculdade de Farmácia e preceptora na residência multidisciplinar em saúde pública da ULBRA. Atuou em gestão hospitalar, como gerente de produção e gerente de projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), e coordenação de testes clínicos. É professora convidade do curso de especialização do Hospital Moinhos de Vento.

MANIPULAÇÃO DE ANTINEOPLÁSICOS – 12 horas

  • Conceitos teóricos sobre a fisiopatologia do câncer

  • Protocolos de tratamento

  • Medicamentos biológicos

  • Avaliação da prescrição médica

  • Manipulação de antineoplásicos

  • Armazenamento, transporte, preparo e dispensação

  • Exposição ocupacional

  • Gerenciamento de resíduos

PROFESSORA:  Luciane Hypólito – Formada em Farmácia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Experiência de mais de 15 anos como farmacêutica em oncologia, manipulação de antineoplásicos, análise crítica da prescrição médica, técnicas e condições específicas para um preparo seguro, propriedades e peculiaridades dos antineoplásicos, reações adversas, notificações e queixas técnicas em farmacovigilância. Autora do Guia Para Notificação de Reações Adversas  SOBRAFO-ANVISA 2007. Membro da comissão de educação da SOBRAFO. Foi Vice-Presidente Executiva da Sociedade Brasileira de Farmacêuticos em Oncologia (SOBRAFO).

PÚBLICO ALVO: Profissionais e estudantes de Farmácia, Biomedicina e Enfermagem.

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Sobre o produtor

ALLEPharma – New Technologies in Life Sciences

A ALLEPharma atua no setor de pesquisa, desenvolvimento e inovação de produtos voltados para a saúde humana. Presta serviços profissionais de testes pré-clínicos e consultoria na área de registro, desenvolvimento de produtos e transferência de tecnologia para a Indústria Farmacêutica e Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs). Também organiza cursos de educação continuada para profissionais e estudantes das áreas da saúde. Para saber mais acesse:allepharma.com

EUA lança maior teste clínico de medicina de precisão

O Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos (NCI, na sigla em inglês) lançou, em junho, um amplo teste clínico para tratar a doença em função das mutações específicas do tumor e não segundo o tipo de câncer, uma iniciativa sem precedentes na chamada medicina de precisão.

Esta abordagem consiste em identificar as anomalias moleculares dos cânceres para determinar os tratamentos mais eficazes para cada paciente.

Desta forma, uma pessoa com câncer de pulmão pode ser tratada com um medicamento usado para tratar outra forma de câncer, como o de mama, com o qual seu tumor compartilhe uma mutação similar contra a qual este tratamento é eficaz.

O projeto integra a iniciativa do presidente Barack Obama, anunciada em janeiro, em seu discurso sobre o estado da União, de aproveitar os avanços nos últimos dez anos e o potencial da medicina de precisão.Saúde e Cuidados Pessoais: alta de 0,91% com impacto de 0,10 ponto percentual

Esta abordagem permitirá conceber e realizar testes clínicos que levarão muito menos tempo e serão mais específicos para tratar os mais de 200 tumores diferentes existentes.

“Trata-se do teste clínico mais amplo e rigoroso da história em oncologia de precisão”, afirmou o doutor James Doroshow, diretor-adjunto do NCI, durante coletiva de imprensa celebrada à margem da conferência anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), celebrada em Chicago desde a sexta-feira.

Este teste clínico, denominado NCI-MATCH, se baseia nos esforços para compreender como as anomalias genéticas do tumor respondem às terapias de precisão e não mais o próprio câncer em função do órgão afetado, explicou.

Segundo Doug Lowy, diretor interino do NCI, “este teste clínico tem o potencial de transformar os tratamentos do câncer”.

Cerca de três mil pacientes serão selecionados a partir de julho para o teste em 2.400 localidades dos Estados Unidos para identificar 1.000 que respondam aos critérios procurados.

Serão testados uns 20 tratamentos específicos, que serão fornecidos gratuitamente por laboratórios farmacêuticos que participarem do estudo.

Os pesquisadores usarão um simples teste de DNA, que permitirá identificar 143 mutações genéticas nos tumores de pacientes com câncer e que podem ser tratados de forma específica com medicamentos já comercializados ou experimentais.

O teste determinará se os tratamentos são promissores em função da taxa de resposta dos doentes e do período durante o qual o tumor parar de avançar.

 

EUA lança maior teste clínico de medicina de precisão

http://www.cancer.gov/news-events/cancer-currents-blog/2015/precision-medicine-initiative-2016

Aprovado novo medicamento para o Câncer de Pâncreas

Medicação desenvolvida com a participação do Hospital de Clínicas de Porto Alegre foi aprovada pelo FDA

Um novo medicamento está disponível para pacientes vítimas de um dos mais letais tipos de câncer. O FDA, órgão que controla os medicamentos nos Estados Unidos, aprovou a utilização do MM-398 em câncer de pâncreas. O Onivyde (nome comercial do remédio) teve como base um estudo clínico internacional que incluiu também pacientes do Serviço de Oncologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e será publicado pela revista The Lancet, uma das mais respeitadas no mundo da ciência.

O chefe do Serviço de Oncologia do HCPA e um dos autores da pesquisa, professor Gilberto Schwartsmann, explica que a combinação do novo medicamento com a droga usualmente utilizada duplicou o número de pacientes vivos com o tratamento. “Em um período de 12 semanas, por exemplo, 57% dos pacientes que foram tratados com a nova combinação estavam vivos e apresentavam bons resultados, contra apenas 26% dos que receberam somente o medicamento usado até então”, ressalta. Estes resultados foram ainda melhores no grupo de pacientes que recebeu ao menos 80% da dose planejada do tratamento.

Segundo Schwartsmann, o medicamento explora princípios da nanotecnologia e de técnicas de administração de drogas em lipossomas.“Trata-se de uma atuação mais direcionada, o que permite que quantidades maiores do medicamento possam chegar ao tumor com menor exposição dos demais tecidos. Isto aumenta a eficácia e reduz o risco de efeitos tóxicos”, salienta.

Conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de pâncreas corresponde a 2% dos tumores malignos que atingem a população brasileira, sendo responsável por 4% das mortes por câncer no país. Entre as vítimas fatais internacionalmente conhecidas da doença está o fundador da Apple, Steve Jobs.

Atenção: O remédio deve começar a ser vendido nas próximas semanas nos Estados Unidos, mas no Brasil não há prazo para entrar nas prateleiras, já que a substância ainda não foi encaminhada à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

http://www.hcpa.edu.br/content/view/7564/927/

IV Semana Nacional do Cérebro – Brain Awareness Week

 

ESPERAMOS VOCÊS NA SEMANA DE 22 A 27 DE MARÇO DE 2015.

 LEVE O MATE E FAÇA PARTE DESSA AVENTURA!

NO DOMINGO É NO BRIQUE DA REDENÇÃO!

Exposição de maquetes e peças neuroanatômicas, posters, jogos, testes cognitivos para todas as idades.
DATA: 22/03/2015
HORÁRIO: 10h às 17h

LOCAL: Parque Farroupilha, em frente ao Brique, na altura da Rua Vieira de Castro (Box 9)

 DURANTE A SEMANA É NA REITORIA DA UFRGS!

Palestras, exibição de filme, debates e mesa-redonda
DATA: 2ª A 6ª-FEIRA, 23 A 27/03/2015
HORÁRIO: 18h às 22h
LOCAL: Plenarinho
Saguão térreo do prédio da Reitoria da UFRGS – Campus central
Rua Paulo Gama, 110 – Bairro Farroupilha – Porto Alegre

Cartaz SNC2015

Visita a China

O evento realizado nos últimos dias 13 a 16 de novembro, em Haikou-China, contou com a presença da CEO Alice Viana, onde, além de palestrar, pode também trocar experiências com diversos líderes e executivos membros das mais importantes instituições e indústrias farmacêuticas do mundo.

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ALLE Pharma em evento na China

Dra. Alice Viana, diretora da ALLE Pharma irá palestrar no 11th Annual Congress of International Drug Discovery Science & Technology, que será realizado entre os dias 13 e 16 de novembro, em Haikou na ilha de Hainan, localizada no Sul da China.

Dra. Alice irá apresentar pesquisas sobre cistite e doenças inflamatórias intestinais e a busca por novos medicamentos para essas patologias.

O evento é um dos mais importantes encontros da Ásia na área da saúde. Estão na programação do evento palestras com Prêmios Nobel da área da saúde, como Bruce Beutler, Ei-ichi Negishi, Osamu Shimomura e Aaron Ciechanover. Em paralelo outros 15 outros congressos na área da saúde e tecnologia estarão sendo realizados.

http://www.pucrs.br/raiar/?p=not/2013/nov/dia6/raiar_china

 

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The journal NEURON is celebrating 25 years with open access papers

CELEBRATING 25 YEARS

Neuron is celebrating 25 years of publishing ground breaking neuroscience. We’d like to thank all of our readers, authors, and reviewers for their contributions over the years—we couldn’t have done it without you. Join us in looking back at the history of Neuron, considering the state of the field and where we’re going, and celebrating at this year’s Society for Neuroscience meeting!

Explore 25 Years of Exciting Neuroscience

Over the past six months, we’ve been taking a look back at some of our most influential papers. We’ve headed into the archives and picked a paper from each year that has strongly influenced the field. Take a look at the full collection on our anniversary page, and let us know what you think the most exciting discoveries of the past 25 years have been

Neuron_covhighres

 

This special issue celebrates Neuron‘s 25th anniversary with a series of Perspectives that reflect on where the field has been and where we are going. The cover for this anniversary issue is inspired by the content that has made Neuronthe

premier forum for groundbreaking neuroscience research since 1988. The word cloud comprises the words that have appeared most frequently in titles of Neuron manuscripts over the past 25 years and is layered onto a mosaic of past Neuroncovers. We thank all the authors, readers, and reviewers who have contributed to the journal and made it successful and look forward to another 25 years of exciting neuroscience. Cover art by Adam Goldstein

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